Salvem o futebol sergipano

Carivaldo Souza é presidente da Federação Sergipana de Futebol desde 1990. De lá pra cá, as equipes do estado foram da atual Série B nos anos 90 decaindo até a Série D, quarta e derradeira divisão do futebol nacional. No campeonato local, equipes tradicionais do estado, por gestões desastrosas e anuência da FSF, não conseguem montar bons times e perdem torcedores para clubes de outros estados. O campeonato local é deficitário, não há empatia entre torcida e time e ainda ter que ler, num release oficial, que Carivaldo tem a consciência tranqüila pelo que está fazendo pelo futebol local. O povo de Macambira e o Ministério Público Federal sabem a qualidade da administração desse senhor.

Assim como o nefasto Ricardo Teixeira na Confederação Brasileira de Futebol, parece que para Carivaldo largar esse posto é muito difícil. Em excelente matéria publicada no Jornal Cinform da última segunda-feira, 25, feita por Tirzah Braga, diversos clubes que existem apenas na fachada ou nem isso, votam nas eleições da nossa federação. Mais sombrio que isso, só o apoio incessante do amigo Ernando Rodrigues, presidente do atual bicampeão do estado, River Plate, na manipulação do estatuto da FSF, para a permanência por mais algumas reeleições de Carivaldo. Dizem os sábios membros diretivos que essa mudança no estatuto é uma exigência da Casa Bandida do Futebol (salve Juca Kfouri) para todas as federações do país, e que ela deveria ter acontecido em 2007. Mas porque seguir tudo a risca, se não fosse benéfico para o nobre sir Souza queria ver se ele iria acatar o pedido da CBF. E

m vinte anos não surgir um nome que faça oposição a Carivaldo é no mínimo estranho. Já passaram pessoas da estirpe de um Motinha até outros mais estimados, mas nenhum se propôs seriamente a tirar o cavaleiro da simpática Macambira a frente da FSF. Acompanhando pelos jornais e redes sociais, percebo jornalistas e alguns políticos, como Venâncio Fonseca (esse de forma veemente), indignados com essa situação que o futebol sergipana, essa sucessão de erros que Carivaldo e cia. cometeram ao longo dos anos e que hoje culmina num total despreparo de toda estrutura do futebol local. Ou alguém aqui se orgulha dos estádios, equipes, dirigentes ou por apenas um time estar na série D do futebol nacional. Acho que só Carivaldo e a corja que comanda o futebol sergipano. Que as vozes dissonantes se unam e mostrem sua força, o futebol sergipano agradece.

#ForaCarivaldo

Rede social viabiliza traição

Que a internet é um terreno fértil para quem quer aprontar isso ninguém duvida não é? Os chats do final do século passado perderam espaço para as redes sociais nos anos 2000. Mirc, ICQ, MSN, Orkut, Facebook, Twitter e Linkedin, dentre outras dezenas, fazem parte da cronologia das redes mais utilizadas pelos usuários. Mas uma surgida nos EUA no começo de 2009 e que essa semana aportou no Brasil chama atenção pela sinceridade em seus propósitos. Trata-se da Ohhtel ( http://www.ohhtel.com/ ) , rede social fundada por Michael Willians, 40 anos, com o objetivo de promover encontro entre pessoas casadas, afim de toda sorte de relações, desde amizade até sexo casual.

Há uma semana no Brasil, a The Ohhtel já tem, pasmem, 65 mil usuários cadastrados no país. O senso comum diz que o povo brasileiro é bem resolvido sexualmente, mas daí a chegar nesses números expressivos buscando a traição. Claro que nesse meio deve ter alguns espertinhos que não se encaixam no perfil do site, mas uma maioria sim, ou seja, as relações matrimoniais não estão nada bem no nosso país tropical. De acordo com pesquisa de mercado feita pelo site, 19,2% dos casais brasileiros vivem com menos de 1 relação sexual por mês e 51% estão insatisfeitos com sua vida sexual.

O serviço é gratuito para mulheres e os homens pagam R$ 60,00 para poder enviar e-mails a 20 pretendentes do sexo oposto. Será que estamos chegando na era dos relacionamentos abertos, numa época em que o respeito ao próximo virou artigo raro ou o amor e a fidelidade ficaram fora de moda? Puritanismo a parte, esse site é uma modernidade inconcebível uns 20 anos atrás pela sua forma aberta de traição, e não porque a traição em si seja uma novidade.

Uma ótima oportunidade

Hoje, sexta-feira, chega ao fim uma semana agitada no Planalto brasileiro. O escândalo do Ministério dos Transporte parece diminuir lentamente a sua exposição. Nada mais natural. É intrínseco à mídia malhar ao máximo determinado assunto até esquecê-lo totalmente, em geral, por conta da gênese de um novo escândalo, uma nova falcatrua.

Apenas para situar, este escândalo surgiu no início deste mês através de denúncia da revista Veja que apontou irregularidades e superfaturamentos em obras do Ministério dos Transportes.

A presidente Dilma Rousseff pode, de certa forma, colocar a sua cabeça no travesseiro e dormir o sono dos justos, com a sensação de dever cumprido. Ela fez o que mais se espera de um governante digno e cortou o mal pela raiz. Demitiu 15 pessoas evolvidas no caso, entre eles, Alfredo Nascimento, que chefiava a pasta.

Provavelmente, outras duas pessoas ainda serão demitidas: o atual diretor-geral do DNIT, Luiz Antônio Pagot (que só não recebeu as contas ainda por estar de férias), e também o diretor do infraestrutura do órgão, Hilderaldo Caron. Com isso, a presidente Dilma espera ter feito uma limpeza no ministério, varrendo os corruptos para o olho da rua.

Mas a turbulência ocasionada pela repercussão do caso parece estar longe de uma definição. Existe a possibilidade de racha na base aliada por conta da insatisfação do Partido da República (PR). A legenda ficou insatisfeita por ter perdido o ministério, obtido através de uma permuta muito corriqueira em nossa política (dê-me um cargo para que possamos exibir em nossa propaganda partidária que facilitaremos suas propostas no Congresso).

Com a crise, abre-se uma importante oportunidade para a presidente: o de acabar com o loteamento de cargos no governo. Ela teve a coragem de peitar e desagradar um partido da base para, pela primeira vez em sua gestão, indicar um nome através de critérios técnicos. Sabe-se lá há quanto tempo que isso não acontece em nosso governo. Apesar de esta iniciativa prejudicar um pouco a sua “governabilidade”, dará também à presidente Dilma a moral por ter dado o primeiro passo.

Se esse tipo de decisão virar rotina daqui por diante, tenhamos toda certeza, que a presidente sairá mais fortalecida quando chegar à calmaria. É só esperar para crer.

O Centro precisa de mais atenção

Nesta sexta-feira, o prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira, deverá assinar em Brasília o termo contratual de empréstimo para o repasse de recursos que serão destinados à obras estruturantes na capital sergipana. Ao todo serão U$ 30,2 milhões obtidos em caráter de empréstimo pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID. Vários projetos deverão ser executados, entre eles a restauração do prédio da antiga Alfândega, localizado à Praça General Valadão no Centro de Aracaju. Ou seja, uma ótima notícia para quem freqüenta a localidade.

Construído na metade do século XIX, o prédio hospedou por vários anos a Receita Federal. Desde que o órgão foi transferido para outro local que o prédio ficou abandonado, tornando-se abrigo para marginais. Tapumes de madeira foram colocados há algum tempo, dando sinais de que o antigo edifício seria reformado. Todavia, por anos, nenhuma obra foi feita no local. Os tapumes foram roubados e o prédio entregue a ação dos vândalos. No mês passado, uma moça foi estuprada no local.

Há muito que existe um projeto para transformar o espaço em um Centro Cultural, com a construção de salas de teatro e cinema, cybercafé e espaço para exposição de arte. As obras só não foram iniciadas anteriormente por falta de recursos do Governo Federal. Agora, com a verba obtida através do BID, finalmente os aracajuanos poderão ver o prédio restaurado. Um pouco de alívio. Mas venhamos e convenhamos, o Centro Histórico da capital precisa de mais atenção dos órgãos públicos. Afinal, existem outros prédios que merecem urgentemente de revitalização.

Um exemplo próximo – aliás, bem próximo – é o do Terminal Hidroviário Jackson de Figueiredo. Ele está localizado na Avenida Barão de Rio Branco, bem em frente ao prédio da Alfândega. Ali acontecia, através de balsas, o transporte de pessoas ao município de Barra dos Coqueiros. Com a inauguração da ponte entre as duas cidades, o negócio tornou-se inviável para a empresa responsável, a H. Dantas, que devolveu o prédio ao Governo.

Desde então, o hidroviário ficou praticamente abandonado. Uma reforma foi iniciada para que o local abrigasse a sede do 8º Batalhão de Polícia Militar e do Pelotão Ambiental. Mas, devido a diversos problemas entre as empresas responsáveis e o Governo, a obra parou pela metade. Atualmente, o edifício tornou-se abrigo para marginais que freqüentam o espaço durante o dia e também à noite.

Outra preocupação é o Hotel Palace, também abandonado a um bom tempo. O edifício, construído na década de 60 do século passado, foi durante anos o principal estabelecimento hoteleiro da nossa capital, abrigando importantes personalidades que visitaram Aracaju. Agora, só restou o ostracismo. Apenas as lojas que funcionam em seu térreo ainda resistem à ação do tempo. A estrutura está abalada. A marquise em seu entorno foi demolida por oferecer risco aos transeuntes. O restante do prédio não tem qualquer previsão de revitalização.

O poder público deveria dar mais atenção ao Centro de Aracaju. Não estamos falando prédios quaisquer. São edifícios que representam a história da nossa Capital. Bom exemplo dado pelo Governo foi o Palácio Olímpio Campos, reformado no ano passado e transformado em um importante referencial da preservação da história sergipana. Torçamos para que em um futuro próximo, esta rica história da nossa população ganhe o devido zelo dos nossos governantes.

Mais uma crise?


Estamos vivendo um momento perigoso. Após a crise econômica em 2008, a economia mundial ainda não se recuperou e patina perigosamente. Depois da Grécia, a Itália mostra sinais de enfraquecimento. Nos EUA, caso o presidente Barack Obama não entre em acordo com o seu parlamento, o país poderá dar um calote histórico de suas dívidas.

Esta parece ser uma característica das democracias ocidentais neste início de século XXI. As grandes potências, praticamente todas, estão seriamente endividadas. A gastança desenfreada dos governos abre um sério precedente. Se o dinheiro público salvou a economia mundial na última grande crise, quem salvará o planeta agora se os governos também estão cheios de dívidas?

O arrocho é a palavra de ordem. É preciso atenuar as despesas e tentar elevar a receita, como fez a Grécia e a Itália, cortando a gordura ao diminuir a quantidade de funcionários públicos e aumentando os impostos. No caso da primeira, para receber o capital da UE como ajuda à sua economia e, no da segunda, para evitar um colapso financeiro na zona do Euro. A população desses países não ficou nada satisfeita. Mas este, sem sombra de dúvida, foi um mal necessário.

Este cenário mostra um futuro incerto e tenebroso. Caso estes países não se acertem, uma reação em cadeia seria acionada, afetando mercados ao redor do globo. O FMI já deu o alerta: a crise da dívida soberana da zona do euro ameaça não só a Europa, mas a recuperação global como um todo. O órgão pediu esforços mais “sistemáticos” para restaurar a confiança nos mercados.

Já nos EUA, Barack Obama tem travado uma queda de braço com o congresso. Para evitar uma moratória de suas dívidas, o presidente quer elevar o teto da dívida, que chega a US$ 14,29 trilhões – o que encontra barreiras dos parlamentares. Obama precisa também encontrar um plano adequado para cortar o déficit. Somos um dos maiores credores da dívida americana. Ocupamos a 5ª colocação desse ranking. Somos também o 2º país que mais aumentou o investimento em títulos da dívida norte-americana, perdendo apenas  para a China.

Na convulsão dos mercados financeiros em 2008, o então presidente Lula disse que a crise chegaria no Brasil como uma simples “marolinha”. O barbudinho do ABC tinha razão – o país realmente conseguiu se recuperar facilmente. Mas e agora? Como ficaria a nossa condição caso a situação econômica mundial se agrave?

Em um colapso financeiro mundial podemos dizer que irão todos para a mesma vala. Os mercados atualmente são interligados, de forma que uma incerteza na Ásia causa uma queda na bolsa em qualquer outro país. Um exemplo disse é que após o início do entrave nos Estados Unidos, a Bovespa tem amargado quedas quase que diárias. Mas ainda assim, temos uma ponta de esperança no meio desse turbilhão.

Uma nova ordem parece surgir impulsionada pela consolidação dos BRIC’s (conjunto de países formado pelo Brasil, Rússia, China e Índia). Estamos na crista da onda há algum tempo. Nosso modelo econômico, iniciado com a implantação do Plano Real no governo do falecido ex-presidente Itamar Franco, dominou a inflação e estabilizou o país economicamente. Com o Lula, mais de 30 milhões de brasileiros foram tirados da pobreza. Com mais dinheiro, a população consumiu mais, movendo a máquina econômica do país.

Nossa política econômica é exemplar, sabendo sempre dosar entre o estímulo e a repreensão do consumo. Nossa moeda valoriza-se cada dia mais. A Copa do Mundo e as Olimpíadas, mesmo nos dando tanta dor de cabeça, serão eventos que impulsionarão ainda mais a nossa economia, atraindo investimentos e também a atenção do mundo.

Com este cenário, tenho certeza que o Brasil saberá ultrapassar mais esta tempestade, firmando-se como uma das grandes economias do planeta. Mas nada de relaxar, pois não será um caminho fácil.

Amarelou

Na melhor partida, em jogos oficiais, na era Mano Menezes, a seleção brasileira caiu diante do Paraguai de maneira bizarra. Nunca antes na história desse país, um selecionado tinha desperdiçado todas as cobranças de pênalti quaisquer que fosse a disputa. Gramados ruins e arenosos a parte, o que se viu, foi uma total falta de controle emocional de jogadores renomados do futebol mundial.

No 4-2-3-1 que virou moda no futebol mundial, o Brasil fez o melhor jogo no tempo normal na Copa América. Robinho, Neymar, Ramires e André Santos jogavam muito pelo lado esquerdo. Lucas Leiva fazia a contenção de forma correta. A defesa parecia mais segura que no jogo anterior. Só Pato é que destoava um pouco, muito isolado a frente. Ganso, apesar de aparecer pouco, sempre dava toques precisos e criava boas jogadas no meio campo brasileiro. Mas o tempo ia passando e nada do gol acontecer. Justo Villar, goleiro paraguaio, se consagrava no campo de La Plata. Primeiro Neymar, depois Lúcio e Pato tiveram chances claríssimas de marcar um gol no tempo normal, mas Villar salvou todos. Quando o goleiro não defendeu uma cabeçada de Fred, o zagueiro paraguaio salvou em cima da linha, já na metade final do segundo tempo.

As substituições de Mano Menezes ontem, na minha opinião, foram equivocadas. Tirar Neymar e Ganso do time é um ataque ao futebol moderno e habilidoso dos dois. Apesar de não fazerem grande partida, os dois são a referência criativa do time e ao saírem, para a entrada de Lucas Silva e Fred, o Brasil parou. Com a expulsão de Lucas Leiva e Alcaraz, e a inevitável alteração da entrada de Elano no lugar de Pato, o Brasil ficou exposto, e durante a prorrogação se viu um Brasil desorganizado e sem força no ataque, contra um Paraguai que esperava ansiosamente a disputa das penalidades máximas.

Nos pênaltis o que se viu foi bizarro. Elano e André Santos “isolaram” suas cobranças. Colocaram a culpa no gramado. Thiago Silva, bateu mal e Villar se consagrou de vez. Fred, na quarta cobrança brasileira, e que ainda poderia manter o país vivo na competição, mandou a centímetros do lado esquerdo do gol e terminava ali a Copa América para a seleção brasileira. Exatamente como nas últimas duas Copas do Mundo, menos de 24 horas depois da eliminação Argentina.

O time melhorou, isso ficou nítido. Mas André Santos não é jogador de seleção brasileira e Ramires ainda não está pronto para ser titular. Após ver o espetáculo uruguaio no sábado, que uniu aplicação tática com garra, é difícil ver a apatia de uma seleção brasileira que tem grandes jogadores mas não mostra muita vontade na hora de defender a tradição canarinho. A torcida se afasta cada vez mais do mito do time da CBF e parece que isso não importa muito para a entidade, enquanto o lucro continuar crescendo. Pobre futebol brasileiro.

 

P.S.; Hoje o jornalismo sergipano está de luto pelo falecimento do grande mestre Cleomar Brandi na tarde de ontem, às 16h, na hora do início do jogo tema do post de hoje. Não poderia deixar de prestar minha homenagem a esse homem que lutou muito pela vida e sempre tinha uma palavra positiva para quem o conheceu. Fica a saudade deste grande mestre que se foi fisicamente, mas permanecerá eternamente na história de quem conheceu.

“Um dia, o velho barril de carvalho pinga sua última gota de conhaque. E o poeta se despede de tudo, sem tristezas nem vexames. Apenas sabendo que cumpriu seu papel com dignidade, com honestidade e com um brilho de crianças nos olhos.” (trecho de, “A última crônica” de autoria do próprio Cleomar Brandi)

 

Ser Virgem é Sinônimo de Cafonice? Por Marcelo Efron

 

 

 

 

 

 

Pois bem meus caros adolescentes, essa é uma pergunta que faço durante algum tempo. Lembro que quando iniciava minha adolescência, vóinha me contou que, quando ela era mocinha sua mãe dizia “quem tem o seu, guarde a sete chaves”, pois ser virgem naquele tempo era sinônimo de pureza. Mas, parece que nos dias de hoje muitos pensam que ser virgem é algo cafona, ou como os descolados dizem, é super fora de moda.

Porém eu te pergunto, e espero que você me responda no final do texto: Ser virgem nos dias de hoje é algo tão cafona assim?

Sei que para responder essa pergunta, você terá que ser bem maduro(a), pois revelar intimidades e expressar opiniões, é algo que muitos não gostam de fazer, não é verdade? E hoje meus caros leitores, além de falar sobre esse tema polêmico, irei mostrar também que nós homens, temos os mesmos sentimentos e as mesmas dúvidas que vocês mulheres tem sobre a questão da virgindade.

Um pouco da história

Viajando na internet, achei algo interessante sobre a história da virgindade, e confesso, fiquei surpreso. Sabia que esse termo surgiu entre os jovens religiosos dos EUA, durante a década de 90? Seu movimento chamava-se TLW (True Love Waits- O amor verdadeiro espera). O irado é que nesse movimento além dos jovens permanecerem virgens até o seu casamento, eles tinham que anunciar isso aos quatros canto da terra, usando o famoso #ANELDEPUREZA. (Esse mesmo anel que é usado por Hannah Montana e Jonas Brothers). 

Descobri também que em algumas civilizações ser virgem não tem tanto significado assim. Já em culturas passadas, a virgindade conferia as mulheres dons mágicos, como no Oráculo de Delfos, na qual a pitonisa, era quem mediava o contanto entre os deuses e os homens, por ser virgem é claro. Já em nossa sociedade, a virgindade tem um valor social e muito religioso, feito tão somente para conter a atividade sexual da mulher. No Cristianismo, um de seus principais símbolos é a Virgem Maria, que representa para a população, o emblema da castidade e da pureza, alentando assim a imagem da necessidade da preservação da virgindade até o casamento.

Entretanto meus caros, como disse no inicio no texto, ser virgem nos dias de hoje tornou-se para muitos um desafio ou até mesmo uma vergonha alheia. Recordo que antes muitas mulheres sonhavam em encontrar seus príncipes encantados, para casar-se e ter suas devidas relações. Porém sabemos que esse suposto conto de fadas foi rompido. Hoje muitas dessas sonhadoras chegam até ao altar já tendo realizado o ato, ou até mesmo experimentado todos os prazeres do sexo.

Já os homens, ah! os homens, muitos são arrastados para a casa da luz vermelha, por seus pais ou amigos para livrá-los desse fardo tão vergonhoso. Mas eu me pergunto, será que vale a pena perder sua virgindade com alguém que você nem conhece? Só para agradar amigos ou parentes?

Três e uma encanação

“Será que vai doer? Será que ele vai me ligar? Será que eu estou preparada? Sabemos que essas são algumas perguntas feitas por muitas mulheres em relação ao momento tão esperado por elas: a sua primeira vez. Já em relação aos homens, acho que muitas de vocês mulheres devem pensar que nós, somos incentivados a fazer sexo durante 24 horas e não temos encanações sobre esse assunto. ACORDA MINHA QUERIDA! Sabia que também sonhamos com esse momento irado.

Pode até não parecer, mas muitas vezes sofremos muito quando pensamos em nossa primeira vez. Um dos motivos dessa preocupação minha cara jovem, é o fato de que quando chegamos na hora H, aconteça um pequeno deslize, que vocês já devem saber o que é? Para quem não sabe, lá vai à dica: nós homens, odiamos o fato de broxarmos na hora do bem bom.

Outra encanação que temos é ocasionada pela pressão por querer ter um bom desempenho. É serio garotas, tem horas que nem percebemos que para se fazer um bom sexo, temos que conseguir isso através do tempo e é claro da intimidade estabelecida por vocês garotas.

A ansiedade e preocupação, nossa mãe do céu, esse é um dos principais elementos que atrapalham o nosso desempenho. O medo de algo dar errado com a camisinha, a insegurança de que vocês gostaram do sexo e o fato de muitas pensarem que somos PhD no assunto, aumenta e muito nosso psicológico na hora do vamos ver.

Conversas e mais conversas

Para a maioria das pessoas o papo é sempre esse “O quanto mais antes rolar, melhor”. Entretanto às vezes também me pergunto se é certo perder a virgindade antes do casamento, sabe por quê? Vai que você case com uma pessoa que não é aquilo que você esperava? E aí como é que  fica? Veja o que aconteceu com a estudante G.M de 48 anos. “Perdi minha virgindade com 21 anos com o meu primeiro namorado. Chegando aos meus 32 tivemos nosso primeiro filho, e foi aí que nosso casamento acabou. Meu marido teve ciúmes do próprio  filho e disse que me pagava dois salários mínimos para trabalhar, só para deixar meu filho de lado e dar atenção só para ele”, conta.

Entretanto meus caros existem situações que na minha visão é algo super constrangedor, que é o fato da pessoa não ter experiência e ser zuado pelos amigos. Porém para quem tem um pouco de maturidade, por muitas vezes, sabe lidar com essas situações. “Hoje em dia essa questão do sexo está meio que banalizada, e como fui criado na igreja, aprendi que devo me guardar para minha esposa e vice-versa. Não acho que sou diferente dos outros por não ter perdido ainda minha virgindade e também não tenho vergonha de dizer isso para os outros. Acho engraçado que quando as pessoas me perguntam se eu sou virgem, elas tomam um susto, pois encontrar alguém virgem nos dias de hoje, é algo muito raro”, conta o estudante de geologia da UFS de 18 anos MMN.

O hábito faz a experiência

Durante essa semana, entrevistei algumas pessoas sobre o que elas acham das pessoas perderem sua virgindade antes do casamento, e como foram suas experiências. Confesso que gostei tanto do resultado, que vocês irão conferir agora o que essas pessoas disseram:

O Ravi Aynore da série @Gravidos exibida na TV Atalaia contou como foi a sua primeira vez. “Minha primeira vez? Velho, gostaria de lembrar como lembro da minha ultima. Quando eu perdi minha virgindade eu era novo e sexo não fazia muita diferença para mim, mas lembro de ter pensando ‘já que estamos aqui, vamos ver no que dá’. E assim, tudo era inesperado, ao final das contas eu estava ali sentindo coisas que eram super novas, e tipo, nada foi do jeito que eu achei que seria. Depois que acabou vestimos a roupa e fingimos que nada aconteceu. Eu não me arrependo de ter feito, porém foi algo que me acrescentou muito.

A primeira vez que eu fiz sexo eu nutria um sentimento muito forte e legal, e foi sem dúvidas, uma das melhores vezes da minha vida. Nós namorávamos há três meses e já estávamos prontos. Não foi nada mágico, ou extraordinário, mas foi legal e pareceu mais certo sendo feito desse jeito. Houve também vezes em que eu fiz sexo sem sentir nada além de tesão que foram melhores que essa, mas sem dúvidas é mais legal quando se está com alguém que você gosta. E também acho essencial que qualquer pessoa faça sexo antes do casamento, pra não ter que passar a vida toda com alguém que não é bom de cama ou que não te satisfaça sexualmente”, revela.

“Perder a virgindade não é algo como tipo ‘dar uma’, como comumente ouvimos sempre por aí quando um casal faz sexo, ou amor. Deixar de ser virgem é uma decisão, às vezes impensada e às vezes consciente. Independente de tudo é uma nova situação para a vida do homem ou da mulher. Penso que não se perde a virgindade, pelo contrário se ganha. Entendo que a virgindade está dentro na cabeça de cada um de nós, e que não é o rompimento de um órgão, como o hímen, que uma mulher deixa de ser virgem, por exemplo. Deixar de ser virgem, pra mim, é perceber que amadureceu e se sente preparada para se sentir mulher cada vez que o corpo pedir”, conta a  jornalista CSSM de 41 anos.

“Acho que não existe uma idade adequada para perder a virgindade, acredito que a pessoa tem que ter uma boa cabeça, e sentir que realmente chegou sua hora”, conta A.A de 37 anos.

“Ser virgem nos dias de hoje é algo careta, tenho 15 anos e meus amigos mais jovens já perderam. Sinto-me atrasado e curioso”, cita Matheus Maskerano da cidade de São Paulo.

“Perdi minha virgindade com nove anos, nesse tempo eu era bastante fogosa, queria ir para todas as festas, escondido da minha mãe é claro. Hoje namoro com um rapaz de 30 anos e confesso que me sinto arrependida de ter feito isso”, revela N.N de 16 anos.

“Nos tempos em que vivemos acho normal a galera perder sua virgindade, afinal ser virgem é coisa do passado, uma coisa pré-histórica. O negocio é tão bom, que as pessoas estão perdendo sua virgindade antes do casamento”, conta L.N de 33 anos.

E para você, ser virgem nos dia de hoje é algo tão cafona assim?