Mais uma crise?


Estamos vivendo um momento perigoso. Após a crise econômica em 2008, a economia mundial ainda não se recuperou e patina perigosamente. Depois da Grécia, a Itália mostra sinais de enfraquecimento. Nos EUA, caso o presidente Barack Obama não entre em acordo com o seu parlamento, o país poderá dar um calote histórico de suas dívidas.

Esta parece ser uma característica das democracias ocidentais neste início de século XXI. As grandes potências, praticamente todas, estão seriamente endividadas. A gastança desenfreada dos governos abre um sério precedente. Se o dinheiro público salvou a economia mundial na última grande crise, quem salvará o planeta agora se os governos também estão cheios de dívidas?

O arrocho é a palavra de ordem. É preciso atenuar as despesas e tentar elevar a receita, como fez a Grécia e a Itália, cortando a gordura ao diminuir a quantidade de funcionários públicos e aumentando os impostos. No caso da primeira, para receber o capital da UE como ajuda à sua economia e, no da segunda, para evitar um colapso financeiro na zona do Euro. A população desses países não ficou nada satisfeita. Mas este, sem sombra de dúvida, foi um mal necessário.

Este cenário mostra um futuro incerto e tenebroso. Caso estes países não se acertem, uma reação em cadeia seria acionada, afetando mercados ao redor do globo. O FMI já deu o alerta: a crise da dívida soberana da zona do euro ameaça não só a Europa, mas a recuperação global como um todo. O órgão pediu esforços mais “sistemáticos” para restaurar a confiança nos mercados.

Já nos EUA, Barack Obama tem travado uma queda de braço com o congresso. Para evitar uma moratória de suas dívidas, o presidente quer elevar o teto da dívida, que chega a US$ 14,29 trilhões – o que encontra barreiras dos parlamentares. Obama precisa também encontrar um plano adequado para cortar o déficit. Somos um dos maiores credores da dívida americana. Ocupamos a 5ª colocação desse ranking. Somos também o 2º país que mais aumentou o investimento em títulos da dívida norte-americana, perdendo apenas  para a China.

Na convulsão dos mercados financeiros em 2008, o então presidente Lula disse que a crise chegaria no Brasil como uma simples “marolinha”. O barbudinho do ABC tinha razão – o país realmente conseguiu se recuperar facilmente. Mas e agora? Como ficaria a nossa condição caso a situação econômica mundial se agrave?

Em um colapso financeiro mundial podemos dizer que irão todos para a mesma vala. Os mercados atualmente são interligados, de forma que uma incerteza na Ásia causa uma queda na bolsa em qualquer outro país. Um exemplo disse é que após o início do entrave nos Estados Unidos, a Bovespa tem amargado quedas quase que diárias. Mas ainda assim, temos uma ponta de esperança no meio desse turbilhão.

Uma nova ordem parece surgir impulsionada pela consolidação dos BRIC’s (conjunto de países formado pelo Brasil, Rússia, China e Índia). Estamos na crista da onda há algum tempo. Nosso modelo econômico, iniciado com a implantação do Plano Real no governo do falecido ex-presidente Itamar Franco, dominou a inflação e estabilizou o país economicamente. Com o Lula, mais de 30 milhões de brasileiros foram tirados da pobreza. Com mais dinheiro, a população consumiu mais, movendo a máquina econômica do país.

Nossa política econômica é exemplar, sabendo sempre dosar entre o estímulo e a repreensão do consumo. Nossa moeda valoriza-se cada dia mais. A Copa do Mundo e as Olimpíadas, mesmo nos dando tanta dor de cabeça, serão eventos que impulsionarão ainda mais a nossa economia, atraindo investimentos e também a atenção do mundo.

Com este cenário, tenho certeza que o Brasil saberá ultrapassar mais esta tempestade, firmando-se como uma das grandes economias do planeta. Mas nada de relaxar, pois não será um caminho fácil.

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