O Centro precisa de mais atenção

Nesta sexta-feira, o prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira, deverá assinar em Brasília o termo contratual de empréstimo para o repasse de recursos que serão destinados à obras estruturantes na capital sergipana. Ao todo serão U$ 30,2 milhões obtidos em caráter de empréstimo pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID. Vários projetos deverão ser executados, entre eles a restauração do prédio da antiga Alfândega, localizado à Praça General Valadão no Centro de Aracaju. Ou seja, uma ótima notícia para quem freqüenta a localidade.

Construído na metade do século XIX, o prédio hospedou por vários anos a Receita Federal. Desde que o órgão foi transferido para outro local que o prédio ficou abandonado, tornando-se abrigo para marginais. Tapumes de madeira foram colocados há algum tempo, dando sinais de que o antigo edifício seria reformado. Todavia, por anos, nenhuma obra foi feita no local. Os tapumes foram roubados e o prédio entregue a ação dos vândalos. No mês passado, uma moça foi estuprada no local.

Há muito que existe um projeto para transformar o espaço em um Centro Cultural, com a construção de salas de teatro e cinema, cybercafé e espaço para exposição de arte. As obras só não foram iniciadas anteriormente por falta de recursos do Governo Federal. Agora, com a verba obtida através do BID, finalmente os aracajuanos poderão ver o prédio restaurado. Um pouco de alívio. Mas venhamos e convenhamos, o Centro Histórico da capital precisa de mais atenção dos órgãos públicos. Afinal, existem outros prédios que merecem urgentemente de revitalização.

Um exemplo próximo – aliás, bem próximo – é o do Terminal Hidroviário Jackson de Figueiredo. Ele está localizado na Avenida Barão de Rio Branco, bem em frente ao prédio da Alfândega. Ali acontecia, através de balsas, o transporte de pessoas ao município de Barra dos Coqueiros. Com a inauguração da ponte entre as duas cidades, o negócio tornou-se inviável para a empresa responsável, a H. Dantas, que devolveu o prédio ao Governo.

Desde então, o hidroviário ficou praticamente abandonado. Uma reforma foi iniciada para que o local abrigasse a sede do 8º Batalhão de Polícia Militar e do Pelotão Ambiental. Mas, devido a diversos problemas entre as empresas responsáveis e o Governo, a obra parou pela metade. Atualmente, o edifício tornou-se abrigo para marginais que freqüentam o espaço durante o dia e também à noite.

Outra preocupação é o Hotel Palace, também abandonado a um bom tempo. O edifício, construído na década de 60 do século passado, foi durante anos o principal estabelecimento hoteleiro da nossa capital, abrigando importantes personalidades que visitaram Aracaju. Agora, só restou o ostracismo. Apenas as lojas que funcionam em seu térreo ainda resistem à ação do tempo. A estrutura está abalada. A marquise em seu entorno foi demolida por oferecer risco aos transeuntes. O restante do prédio não tem qualquer previsão de revitalização.

O poder público deveria dar mais atenção ao Centro de Aracaju. Não estamos falando prédios quaisquer. São edifícios que representam a história da nossa Capital. Bom exemplo dado pelo Governo foi o Palácio Olímpio Campos, reformado no ano passado e transformado em um importante referencial da preservação da história sergipana. Torçamos para que em um futuro próximo, esta rica história da nossa população ganhe o devido zelo dos nossos governantes.

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