Vigiai, jornalistas!

 

 

 

 

 

 

Hoje pela manhã, o agitado mundo das celebridades brasileiras sofreu um grande abalo. Amin Khader, promotor de eventos e dublê de repórter na TV Record, havia falecido de um suposto ataque cardíaco. A notícia foi postada no twitter por outro promoter famoso, David Brazil, famoso por ser gago e trabalhar em programas populares, como Domingo Legal. A triste informação se espalhou com uma velocidade impressionante. Grandes veículos de comunicação como UOL, Terra, Globo.com, O Dia, e até o próprio site da emissora em que trabalha, o R7, tratou de informar sobre a morte de Amin. Mas na verdade, Khader estava vivinho da silva, correndo na praia, onde encontrou Susana Werner, que foi a primeira a tuitar sobre a situação. Mas fica uma pergunta: onde estavam os jornalistas que não verificaram nada antes de publicar tal matéria?

Aprendemos nos bancos da faculdade, que devemos sempre ouvir os dois lados e que devemos investigar a fundo para não produzirmos inverdades na profissão de jornalista. Claro que a internet veio para beneficiar o trabalho do operário da comunicação, mas o que se vê hoje, é a utilização do Google (ou Wikipedia) como maior fonte de pesquisa e a veracidade de um twitter quase nunca é questionada. David Brazil acusa Amin de tê-lo feito acreditar, através de uma trama bem feita, iniciada ontem a noite com um telefonema moribundo, e a outra parte disse que David só quis difamá-lo. Mas porque nenhum jornalista se dispõs a ligar para a assessoria dessa criatura para saber a veracidade dessa informação? Com duas mensagens de 140 caracteres cada, já fizeram matérias de 16 linhas, quatro parágrafos. Será que estamos perdendo a linha? Enchendo lingüiça demais? Gilmar Mendes estava certo quando disse que qualquer um poderia ser jornalista?

Acredito que esse erro de hoje, e outros que vem acontecendo recentemente, sirvam de exemplo para que os jornalistas tenham um maior cuidado com a apuração das notícias. Erros sempre irão acontecer, mas quando se percebe a multiplicação deles, como no dia de hoje, se percebe que alguma coisa está errada. Falta descobrir se é na qualidade do profissional, na pressão do editor pelo “furo” ou se é na formação acadêmica.

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